Um novo prisma para a famosa citação “das cinzas às cinzas, do pó ao pó”. Inovando a vida após a morte, a empresa Algordanza, em Coire (Suíça) inventou a nova modalidade de “despedida final”. Os enterros e cremações convencionais deram lugar à transformação do finado em diamante humano. Segundo um dos co-fundadores, são recebidas mensalmente cerca de 50 urnas funerárias para que o seu conteúdo vire pedra preciosa.
Essa tendência já chegou à Espanha, Rússia, aos Estados Unidos e Ucrânia, onde a indústria do “diamante humano” tem empresas instaladas. O preço varia entre três a dez mil euros, segundo o preço da pedra, o que pode ser vantajoso em um país como a Alemanha, onde um serviço funerário completo custa em média 12 mil euros.
O mínimo de cinzas necessário para tal façanha é de 500g, quando um corpo cremado produz até 3kg. As cores das pedras variam conforme o processo, que consta de várias etapas. Primeiro, os restos humanos viram carbono para daí serem transformados em grafite, que será submetido a um calor de 1700 graus durante quatro ou seis semanas.
O processo natural pode levar milênios. Por fim, a pedra é lapidada e moldada conforme a preferência do parente e pode ser utilizada em anéis, cordões ou pulseiras. Ou talvez, quem sabe, possa ainda ser transmitida por herança!
Fonte: AFP
